Das inquietações da prática à integração entre Técnica, Gestão e Ação — e ao nascimento deste blog
O MPP não nasceu quando decidi criar um método. Ele começou muito antes, quando situações vividas na prática passaram a produzir perguntas que eu já não conseguia ignorar.
Antes de existir um método, existiam inquietações
O Método Pilares da Podologia não nasceu pronto, não começou com esse nome e também não surgiu como um produto que eu havia decidido criar.
No início, existiam inquietações.
Eu observava a realidade da profissão, especialmente no início da minha carreira, quando tudo era novo e inquietante: a rotina clínica, a organização do consultório, as diferenças entre unidades, as condições de trabalho e as escolhas que davam certo em determinados contextos, mas não funcionavam em outros. Via profissionais tecnicamente preparados enfrentando dificuldades que não podiam ser explicadas apenas pela falta de conhecimento clínico.
A técnica importava. Sempre importou. Mas, pouco a pouco, tornou-se impossível ignorar que ela não existia sozinha.
Um procedimento exige conhecimento, materiais, instrumentos, equipamentos, tempo, registro, orientação ao paciente e critérios para decidir. Também possui custos, limites, responsabilidades e consequências para a continuidade do trabalho. Quando eu tentava olhar apenas para uma dessas partes, as outras apareciam.
Durante muito tempo, porém, eu ainda não sabia dar nome a essa percepção. Eu apenas registrava perguntas, comparava situações e tentava compreender por que aquilo que parecia funcionar como uma orientação isolada raramente permanecia isolado na vida real.
As perguntas nasceram dentro da prática
Minha trajetória profissional nunca foi linear. Sou formada em Administração desde 2007 e passei por diferentes experiências profissionais antes de chegar à Podologia. Meu primeiro contato direto com a área ocorreu em 2015, por meio da Reflexologia Podal; em 2017, concluí minha formação em Podologia.
Mais tarde, atuei como franqueada por quase sete anos. Essa experiência me colocou, ao mesmo tempo, diante da prática podológica e das exigências de manter uma operação funcionando. Eu não observava apenas o atendimento. Observava estrutura, pessoas, recursos, divulgação, decisões, limitações e resultados.
Foi nesse cotidiano que muitas das perguntas começaram a se acumular.
Por que uma orientação podia funcionar para uma unidade e não para outra?
Por que determinados investimentos eram possíveis em uma realidade, mas inviáveis em outra?
Por que saber executar um procedimento não garantia segurança para cobrar, comunicar, organizar ou sustentar aquele trabalho?
Essas perguntas não surgiram como capítulos de um método. Surgiram como necessidades concretas, enquanto eu tentava compreender minha própria atuação e as condições em que ela acontecia.
Quando reorganizar a carreira também exigiu reorganizar o pensamento
A saída da franquia e a construção de uma nova etapa profissional tornaram essas inquietações ainda mais visíveis.
Eu precisava tomar decisões sobre espaço, investimento, estrutura e continuidade com recursos reais — não com uma realidade idealizada. Precisava entender o que era indispensável, o que poderia esperar, o que fazia sentido para o meu momento e o que pertencia a um modelo que eu já não precisava repetir.
Foi um período em que prática, gestão, vida pessoal, escolhas financeiras e futuro profissional estavam profundamente misturados. Eu estava vivendo o problema e tentando compreendê-lo ao mesmo tempo.
Por isso, o MPP não nasceu de uma observação distante. Ele começou a ganhar forma enquanto eu própria buscava construir clareza dentro de uma realidade complexa.
As anotações serviam primeiro para mim. Eram uma tentativa de organizar pensamentos, necessidades e relações que apareciam no cotidiano. Eu ainda não enxergava aquilo como método — e muito menos compreendia toda a dimensão que essa estrutura alcançaria.
Quando as anotações começaram a se transformar em estrutura
Na primeira organização, ainda não existiam três pilares claramente definidos.
As palavras utilizadas naquele período não eram necessariamente “Técnica” e “Gestão” como aparecem hoje. Existiram nomes mais longos, combinações e siglas intermediárias. Alguns se perderam ao longo do caminho; outros poderão ser reencontrados em cadernos e arquivos antigos. O que permaneceu foi a lógica que aquelas palavras tentavam representar.
A primeira grande área que apareceu foi a Técnica.
Isso parecia quase óbvio, porque a Podologia é uma profissão essencialmente técnica. No começo, minha própria organização ainda era bastante básica e permanecia restrita ao sentido mais literal da Técnica: procedimentos, protocolos e os conteúdos que normalmente associamos à formação podológica.
Mas as perguntas começaram a ampliar essa área.
Saber executar um procedimento era importante. Mas o que sustentava aquela execução?
- Como escolher um recurso?
- Como compreender suas indicações e seus limites?
- Como avaliar, registrar, orientar e decidir com mais critério?
- Como relacionar aquilo que aparecia nos pés com outras informações sobre o paciente?
Essas eram apenas algumas entre centenas de perguntas que surgiram ao longo daquela fase inicial.
A formação posterior em Cinesiologia, Biomecânica e Treinamento Físico ampliou ainda mais esse olhar. Ela não criou sozinha o MPP, porque as inquietações já existiam. Mas ofereceu novos elementos para compreender que o pé não precisava ser observado apenas como o local em que uma alteração aparecia. Ele fazia parte de um corpo que se movimentava, distribuía cargas, realizava adaptações e construía compensações.
Foi também nessa etapa que nasceu uma paixão: o movimento.
“A Podologia é muito mais do que o corte das unhas ou a remoção de calos. Por meio do cuidado com os pés, ela contribui para levar mais saúde, conforto e leveza ao movimento do corpo.”
— Nádia Ferreira
Estudos biomecânicos demonstram que o pé participa da propulsão e da estabilidade postural durante a marcha, reforçando que observá-lo exige compreender sua relação com o movimento (KONDO; IWAMOTO; KITO, 2021).
A Técnica deixou, progressivamente, de ser apenas uma relação de procedimentos. Passou a envolver conhecimento, raciocínio, avaliação, segurança, comunicação, orientação e limites profissionais.
A Gestão tornou-se inseparável da Técnica
Ao mesmo tempo, havia uma segunda grande área que eu não conseguia separar completamente da primeira: a Gestão.
Minha formação em Administração fazia com que eu percebesse que o trabalho técnico precisava de condições para existir. Era necessário formar preços, administrar recursos, organizar o consultório, manter documentos, comunicar o trabalho, divulgar os serviços e tomar decisões sobre a carreira.
Essa maneira de observar o trabalho como um conjunto de funções que precisam ser planejadas, organizadas, coordenadas e acompanhadas encontra fundamento na perspectiva clássica da Administração sistematizada por Fayol (1970).
No começo, essa área também era simples. Gestão significava, principalmente, preço, marketing e alguns elementos básicos da organização do consultório. Mas, assim como aconteceu com a Técnica, sua estrutura cresceu conforme novas necessidades apareceram.
O que inicialmente eram grandes títulos começou a ganhar subdivisões. Depois surgiram temas internos. E, dentro deles, foram aparecendo normas, legislação, biossegurança, documentação, posicionamento profissional, posicionamento de carreira e diferentes questões encontradas na prática.
A estrutura não nasceu pronta. Ela foi se expandindo à medida que a realidade mostrava aquilo que ainda faltava.
O que ainda faltava era movimento
“Somos aquilo que fazemos repetidamente.”
— Will Durant, em síntese das ideias de Aristóteles
Durante boa parte desse processo, eu pensava principalmente em duas grandes dimensões: tudo aquilo que sustentava o conhecimento e a atuação podológica; e as condições necessárias para organizar, comunicar e manter essa atuação.
Mas ainda existia um problema.
Era possível estudar Técnica. Era possível compreender Gestão. Era possível registrar ideias, criar categorias e construir uma estrutura cada vez mais completa. E, mesmo assim, nada garantia que esse conhecimento sairia do papel.
Foi quase no final daquela primeira organização que percebi a existência de um terceiro movimento: a Ação.
Ela não surgiu apenas como mais uma lista de conteúdos. Surgiu porque Técnica e Gestão precisavam transformar-se em decisão, aplicação, acompanhamento e continuidade.
Ação não significa simplesmente fazer alguma coisa. Dentro do MPP, agir é relacionar aquilo que o profissional sabe com aquilo que a realidade exige; decidir o que faz sentido; colocar em prática; observar os efeitos; e realizar ajustes com consciência e constância.
Foi assim que uma organização inicialmente concentrada em duas grandes áreas revelou a necessidade de um terceiro pilar.
Por que “Pilares da Podologia”?
O termo “pilares” nasceu da maneira como eu visualizava aquela estrutura.
Um pilar representa algo essencial para a sustentação de uma construção. Não é um elemento acessório, que pode ser retirado sem produzir consequências. Ele participa daquilo que permite que a estrutura permaneça de pé.
Foi assim que compreendi a Técnica: como uma base indispensável do conhecimento profissional, da avaliação, dos procedimentos, dos protocolos, dos recursos utilizados, dos limites de atuação e dos critérios que orientam uma conduta.
Mas a Técnica, sozinha, não sustenta uma carreira. A Gestão também precisava ser entendida como pilar, porque organiza as condições para que o trabalho técnico possa existir e permanecer. Ela está na formação dos preços, nos custos, nos documentos, na organização do consultório, na comunicação, no posicionamento e nas decisões que tornam a atuação profissional sustentável.
Entretanto, possuir conhecimento técnico e compreender a gestão ainda não era suficiente. Era necessário produzir movimento. Por isso, a Ação também se tornou um pilar: ela relaciona Técnica e Gestão e transforma conhecimento em decisão, planejamento em aplicação e intenção em prática.
A formação de um preço demonstra essa integração com clareza.
Para determinar quanto cobrar, o profissional precisa compreender a Técnica: quais procedimentos realiza, quais produtos e equipamentos utiliza, quanto tempo dedica ao atendimento e quais conhecimentos sustentam sua atuação.
Também precisa da Gestão para organizar custos, estrutura, posicionamento, margem e sustentabilidade.
Na contabilidade de custos, as informações sobre os recursos consumidos por um serviço ajudam a sustentar decisões gerenciais e de precificação (DATAR; RAJAN, 2018).
Mas é a Ação que reúne essas informações, permite tomar uma decisão, formalizar o preço e aplicá-lo à realidade profissional.
Técnica, Gestão e Ação não são três compartimentos independentes. São pilares porque cada um sustenta uma dimensão indispensável da atuação e porque a ausência de qualquer um deles compromete a estrutura como um todo.
Quando a estrutura ganhou um nome
Até chegar ao nome Método Pilares da Podologia, existiram outras ideias no caminho.
Eu sempre procurei formas de tornar conceitos extensos mais fáceis de compreender e lembrar. Siglas e acrônimos me ajudavam nesse processo. Em determinada etapa, por exemplo, utilizei TGA — Técnico, Gestão e Ação — para resumir a relação entre as três dimensões.
O nome MPP surgiu somente quando a estrutura já estava mais madura. Ele não inaugurou o método. Deu identidade a algo que vinha sendo construído durante aproximadamente um ano, entre perguntas, reorganizações, conversas, tentativas de nomear e conexões que se tornavam cada vez mais amplas.
Meu marido também participou desse amadurecimento por meio das conversas que tivemos. Enquanto eu estava profundamente envolvida com a aplicação prática, ele conseguia perceber aspectos e relações que, naquele momento, eu ainda não enxergava com a mesma clareza.
Aos poucos, o que havia começado como uma forma pessoal de organizar problemas da prática passou a revelar uma estrutura conceitual integrada. Foi então que Técnica, Gestão e Ação passaram a ser compreendidas como os três grandes pilares do MPP.
O documento registrado é a síntese — não toda a história
O documento posteriormente registrado como obra intelectual não foi escrito para contar cada etapa dessa trajetória.
Essa nunca foi a função dele.
Ali precisava estar a estrutura conceitual já amadurecida do método: seus pilares, seus fundamentos, suas relações e sua forma de funcionamento. A cronologia completa — com as primeiras anotações, os nomes provisórios, as dúvidas, os acontecimentos profissionais e as conversas que ajudaram a construir o raciocínio — não cabia naquele registro.
Por isso, é importante distinguir duas coisas.
A constituição conceitual do MPP está apresentada no documento registrado. A gênese histórica do método está sendo reconstruída a partir de minhas lembranças, cadernos, arquivos, versões anteriores e acontecimentos que consigo localizar com responsabilidade.
Quando eu não me recordar de uma data, de um nome ou de uma sequência exata, não pretendo inventar uma precisão. A história do MPP pode ser contada com honestidade mesmo quando reconhece aquilo que ainda precisa ser pesquisado.
O que já está claro é que o método não nasceu como uma teoria distante da realidade. Ele cresceu porque, sempre que eu tentava organizar uma parte da atuação profissional, percebia que ela dependia de outras.
Por que este blog existe
Contar como o MPP nasceu também ajuda a explicar por que este blog existe.
O documento registrado apresenta a estrutura conceitual do Método Pilares da Podologia. Mas uma estrutura conceitual, por mais ampla que seja, não consegue antecipar todas as situações que aparecem na realidade profissional.
A Podologia continua fazendo novas perguntas.
As transformações da profissão, as experiências dentro dos consultórios, as dificuldades dos profissionais, as mudanças no comportamento dos pacientes e os desafios de construir uma carreira sustentável produzem questões que precisam ser discutidas continuamente.
Este blog nasce como um espaço para levar a forma de pensar do MPP para conversas reais sobre a Podologia.
Isso não significa que cada artigo apresentará o método inteiro.
Em alguns momentos, começaremos por uma questão essencialmente técnica. Em outros, o ponto de partida poderá ser a formação de preços, a comunicação com o paciente, a organização do consultório, a sobrecarga profissional, o posicionamento, a carreira ou alguma inquietação que esteja atravessando a profissão.
Mas o ponto de partida não determina sozinho o caminho da reflexão.
Uma discussão sobre protocolo clínico, por exemplo, também pode envolver produtos, equipamentos, custos, registros, orientação ao paciente e continuidade do atendimento. Uma conversa sobre preço pode exigir que se compreenda a técnica executada, o tempo necessário, os recursos utilizados, a estrutura do consultório, o posicionamento profissional e a sustentabilidade do serviço.
É justamente essa relação entre as partes que o MPP procura tornar visível.
Por isso, os textos deste blog não serão construídos a partir da promessa de respostas rápidas para problemas complexos. Também não serão escritos para oferecer fórmulas prontas que possam ser aplicadas da mesma maneira por todos os profissionais.
Contextos diferentes exigem análises diferentes. O que funciona em determinada realidade pode não fazer sentido em outra. Uma decisão somente pode ser considerada adequada quando se compreendem as condições em que será aplicada.
Este será, portanto, um espaço de análise, conexão e amadurecimento — um lugar para discutir aquilo que muitas vezes é vivido separadamente, embora faça parte da mesma atuação profissional.
Todas as situações abordadas aqui partem, de alguma forma, da minha própria trajetória. Cada reflexão nasceu de uma inquietação que vivi, observei ou precisei compreender. Isso não significa que essas experiências pertençam somente a mim: muitos profissionais podem se reconhecer nelas, porque certas particularidades da profissão acabam sendo semelhantes. Os contextos e as realidades, porém, são diferentes. É justamente por isso que este blog buscará aproximar vivências comuns sem apagar aquilo que torna cada trajetória singular.
Um braço editorial e documental do ecossistema MPP
Este blog também faz parte de um ecossistema de conteúdo mais amplo.
Grande parte das reflexões publicadas aqui estará relacionada a conversas iniciadas em outros formatos, especialmente nos conteúdos audiovisuais publicados no YouTube.
Atualmente, essas discussões estão distribuídas entre diferentes séries e propostas editoriais, como Verdades da Podologia, Podologia para Iniciantes e Posicionamento Profissional Podológico, além dos episódios do SSP — Super Sincera da Podologia e do podcast Pé no Chão: Pilares em Ação.
Cada um desses formatos observa a profissão a partir de uma proposta própria. Alguns aprofundam os bastidores, as dificuldades e as verdades do cotidiano profissional. Outros se concentram nos primeiros passos da carreira, na construção do posicionamento ou no aprofundamento de questões que precisam ser discutidas com mais tempo e contexto.
O blog se relacionará com todas essas frentes.
Essa relação, porém, não significa que os artigos serão apenas transcrições daquilo que já foi falado. Cada linguagem permite observar uma mesma questão de maneira diferente.
No vídeo, uma reflexão pode nascer da fala, da experiência e da proximidade de uma conversa. No podcast, ela pode ganhar novos desdobramentos. No blog, esse mesmo assunto poderá ser reorganizado, examinado por outro ponto de vista, contextualizado e acompanhado das referências necessárias para que o leitor compreenda melhor aquilo que está sendo discutido.
Em alguns casos, o artigo continuará uma conversa iniciada em uma dessas séries. Em outros, poderá aprofundar um aspecto que não foi desenvolvido naquele conteúdo, reunir informações complementares ou registrar por escrito uma reflexão que mereça permanecer acessível para novas consultas.
Também poderão surgir textos independentes, quando determinada questão encontrar primeiro o espaço da escrita.
Por isso, o blog não funcionará como uma reprodução das outras plataformas. Ele será o braço editorial e documental desse ecossistema: um espaço em que as discussões apresentadas em diferentes formatos poderão ganhar organização, aprofundamento, referências e continuidade.
Nas demais redes sociais, incluindo o LinkedIn, essas discussões poderão circular por meio de recortes, reflexões complementares e conteúdos adaptados às características de cada plataforma, ampliando o diálogo com profissionais e outros públicos relacionados à Podologia.
Quem chegar por um vídeo poderá encontrar aqui uma nova camada daquela reflexão. E quem chegar primeiro pelo texto poderá acessar o conteúdo audiovisual que deu origem ou continuidade à conversa.
As séries e os demais conteúdos citados neste artigo estão disponíveis no canal Nádia Ferreira Podóloga MPP no YouTube.
O que começa aqui
O MPP nasceu quando comecei a perceber que a profissão estava sendo ensinada, organizada e vivida em partes.
Este blog nasce para continuar relacionando essas partes.
Não para encerrar discussões, mas para abrir espaço para perguntas que merecem ser examinadas com mais profundidade.
Não para determinar um único caminho profissional, mas para oferecer elementos que ajudem cada podólogo a compreender melhor sua realidade e tomar decisões mais conscientes.
Não para transformar toda dificuldade em uma solução simples, mas para mostrar que, muitas vezes, aquilo que parece um problema isolado faz parte de uma estrutura maior.
É nesse ponto que a história do método encontra a finalidade deste espaço.
O MPP organiza uma forma de compreender a atuação profissional.
O blog coloca essa forma de pensar em movimento.
Cada texto será uma oportunidade de observar uma questão da Podologia, compreender suas relações e encontrar caminhos possíveis entre aquilo que o profissional sabe, aquilo que precisa organizar e aquilo que consegue transformar em ação.
Porque nenhuma carreira se sustenta apenas pelo conhecimento acumulado. Ela se constrói na relação entre o que sabemos, as condições que criamos e as decisões que conseguimos colocar em prática.
Foi assim que o Método Pilares da Podologia começou.
E é a partir daqui que esta conversa continua.
Referências
DATAR, Srikant M.; RAJAN, Madhav V. Horngren’s Cost Accounting: A Managerial Emphasis. 16. ed. Harlow: Pearson, 2018.
DURANT, Will. The Story of Philosophy: The Lives and Opinions of the Greater Philosophers. New York: Simon & Schuster, 1926.
FAYOL, Henri. Administração industrial e geral: previsão, organização, comando, coordenação, controle. 8. ed. São Paulo: Atlas, 1970.
FERREIRA, Nádia. MPP — Método Pilares da Podologia: a tríade essencial para a prática podológica de excelência. 2025. Documento autoral registrado como obra intelectual, 274 p.
FERREIRA, Nádia. Relato autobiográfico e reconstrução da origem do Método Pilares da Podologia. Memórias, anotações pessoais e conversas de organização editorial, 2026.
KONDO, Yusuke; IWAMOTO, Yusuke; KITO, Nobuhiro. Relationship between forward propulsion and foot motion during gait in healthy young adults. Journal of Biomechanics, v. 121, art. 110431, 2021. DOI: 10.1016/j.jbiomech.2021.110431.
Sobre a autora
Nádia Ferreira é podóloga há mais de dez anos, administradora, pós-graduada em Docência do Ensino Superior e em Cinesiologia, Biomecânica e Treinamento Físico. É criadora do MPP — Método Pilares da Podologia e produz conteúdos voltados à prática, à carreira e ao posicionamento profissional podológico.
Acompanhe Nádia Ferreira também no LinkedIn.
Nota editorial
Este artigo apresenta a origem e a proposta conceitual do MPP a partir do documento autoral registrado e do relato pessoal de sua criadora. O conteúdo possui finalidade educativa e reflexiva e não substitui formação técnica ou acadêmica reconhecida em Podologia, nem orientações legais ou profissionais aplicáveis a cada realidade.

